Como a sua empresa pode se preparar para a retomada? (parte 1)

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Antes de qualquer coisa, vamos tirar o elefante da sala: nunca, nos tempos modernos, a humanidade teve de lidar com uma pandemia como a que estamos enfrentando. Muito menos com uma que tivesse um impacto imediato tão grande em empresas de praticamente todos os setores produtivos, com consequências futuras ainda desconhecidas. Dada a impossibilidade de migrarmos do isolamento atual para a nossa antiga rotina, uma nova realidade – chamada de novo normal – começou a ser desenhada nas últimas semanas pelos países que estão dando os primeiros passos na retomada do convívio social em massa.

Desde meados de março, milhões de pessoas puderam voltar ao trabalho na China e, mais recentemente, em alguns países da Europa. Ainda assim, trabalhadores e empresas desses países tiveram – e estão tendo – de respeitar normas sanitárias rígidas e inéditas. Essas iniciativas vão servir como bússolas para as ações das empresas daqueles países que ainda não chegaram na fase de relaxamento das políticas de distanciamento social, incluindo aí as brasileiras, que já vêm implementando algumas soluções isoladas. A insuficiência de dados e as conjunturas regionais não permitem dizer quando essa onda de iniciativas chegará em todo o país de forma sistêmica, mas a evolução da pandemia e a linha do tempo do que aconteceu nos outros países não deixa dúvidas: estamos vivendo a fase de nos prepararmos para a retomada. E o que você vai fazer nas próximas semanas pode definir como será o futuro da sua empresa em 2020 e além.

Minimizar a transmissão de vírus no ambiente profissional vai estar no topo da agenda de todas as organizações e, muito provavelmente, poderá se tornar política pública de saúde, com legislação própria ou regramento jurídico. Com base nas experiências dos outros países, é seguro dizer que o grande desafio das empresas brasileiras será atualizar políticas, ações e modelos de trabalho antigos para que possam garantir a saúde dos colaboradores no novo normal.

Por isso, a partir de hoje, publicaremos uma série de artigos para lhe orientar a tomar as melhores decisões para a retomada, em relação ao mobiliário da sua empresa. Esses artigos foram baseados em estudos, pesquisas e reportagens nacionais e internacionais, com links para as fontes e referências.

Começamos com um conteúdo dividido em duas partes, que apresenta quatro pontos fundamentais para se observar durante a sua retomada e que serão importantes não só na fase inicial do novo normal, mas também para preparar a sua empresa para os cenários mais prováveis que se avizinham. A seguir, você conhecerá os dois primeiros.

1. A necessidade de um escritório mais flexível

Vamos começar pelo óbvio: adaptar os locais de trabalho para que se tornem ambientes que não contribuam para a propagação do coronavírus será fundamental. Dependendo da configuração dos ambientes, um único caso positivo de covid-19 pode interditar todo um prédio por dias (falaremos sobre isso no próximo artigo). Isso pode fazer com que muitos dos seus colaboradores tenham de ser redesignados para trabalho remoto, porque precisarão cumprir quarentena. Regras ainda sob debate, como a da distância ideal a ser guardada pelas pessoas, podem ser um desafio quando aplicadas no mundo corporativo. Por um simples motivo: com um número flutuante de colaboradores presenciais nos próximos meses, o mobiliário atual das empresas pode não ser adequado para atender a tais demandas de flexibilidade.

Em casos assim, o modelo de aluguel de móveis corporativos pode ser adotado como complemento ao mobiliário atual de organizações de qualquer porte, especialmente nos ambientes mais sensíveis à necessidade de distanciamento. Móveis modulares, por exemplo, além de versáteis, podem ser expandidos conforme o número de colaboradores presenciais. A conservação do mobiliário também deixa de ser um problema, uma vez que ele pode ser substituído sem custo algum, quando e como a empresa quiser, inclusive por necessidades sanitárias relacionadas à pandemia.

Se você adotar soluções de mobiliário como serviço, no seu tempo poderá utilizar o modelo de maneira integral em toda a empresa, para torná-la apta a responder rapidamente a situações emergenciais como a que estamos lidando. Até porque essas situações podem surgir com maior frequência daqui para a frente.

2. Os open spaces foram colocados em xeque

Há muitos anos, a tendência do mundo corporativo foi o trabalho em open spaces, ambientes abertos que visavam melhorar a produtividade e a integração das equipes, gerando mais produtividade e sinergia. Mas, no novo normal, esse estilo de ambientação trará dilemas muito sensíveis, que precisarão ser avaliados criteriosamente.

Com a adoção do home office permanente por muitos colaboradores, a densidade nos escritórios vai mudar e regras de distanciamento social podem tornar ainda mais ociosos muitos metros quadrados dos ambientes de trabalho. E a mudança pode ser ainda mais drástica: nos Estados Unidos, as preparações feitas para a retomada por muitas empresas colocaram em xeque o próprio conceito de open spaces. Um artigo recente do jornal norte-americano The New York Times aponta que, para diminuir os riscos de transmissão, muitas companhias já se movimentam para abolir as mesas coletivas e voltar ao modelo pré-open spaces, em nome do isolamento social e da preservação da saúde individual dos seus colaboradores.

Mesmo a arquitetura das plantas dos ambientes pode precisar de alterações para minimizar os riscos de uma contaminação coletiva. A necessidade de corredores e portas mais amplos, que permitam menos contato físico acidental, ou mais divisórias entre departamentos, para garantir que menos pessoas compartilhem o mesmo espaço, também fazem parte do arsenal de soluções que empresas americanas estão pondo em prática. E isso é algo que a sua empresa precisa analisar com muito cuidado.

O mobiliário como serviço pode atender a todas essas demandas de maneira rápida e prática, porque você terá à disposição modelos de estações que privilegiam a privacidade sem que sua empresa tenha de voltar para os cubículos dos anos 1980. Além disso, o serviço pode sugerir alterações no layout dos ambientes, identificando pontos de atenção em relação a contatos acidentais entre os colaboradores.

Conclusão

Como o tema é muito rico e extenso, encerramos a primeira parte deste artigo. A segunda parte, que aborda os temas home office e espaços de coworking e contingência, você pode ler clicando aqui. 

Caso tenha alguma dúvida ou já precise de ajuda para elaborar seu plano de retomada, entre em contato com a gente pelo telefone 0800 771 5352 ou envie uma mensagem.

 

Last modified: 15 de maio de 2020

7 Responses to :
Como a sua empresa pode se preparar para a retomada? (parte 1)

  1. Muito bom o artigo. Agora é a hora de repensarmos no modelo ideal

  2. concordo totalmente com as novas tendências

    1. John Richard disse:

      Nós agradecemos o seu feedback Ana Claudia. Em breve traremos mais estudos e tendências para compartilhar com vocês e contribuir para essa tomada de decisão, a retomada aos escritórios.

  3. O COVID ajudou as pessoas e as empresas verificar que a produção do trabalho podem ser realizados por via da internet.

    1. John Richard disse:

      Exatamente. Podemos ser produtivos de qualquer lugar, o famoso Anywhere Office. Boa semana Eliel!

  4. Flavia Fernandes Oliveira disse:

    Sensacional trazer um panorâma de como será a retomada das empresas com base nos países que já flexibilizaram a quarentena! Show!

    1. John Richard disse:

      Nós agradecemos, Flávia. Vamos continuar compartilhando informações como estas.

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