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A retomada das empresas para o novo normal é um desafio de várias camadas. Se por um lado a crise econômica tem afetado a todas – em maior ou menor grau –, o ambiente corporativo, quase que em sua totalidade, terá de mudar drasticamente para atender aos novos padrões sanitários. Não apenas os escritórios, mas as áreas comuns, como salas de reunião, arquibancadas, cafés e os espaços de descompressão, tão em moda meses atrás, terão de ser reconfigurados. É questão de sobrevivência. Afinal, depois de manter colaboradores por meses em home office, dar o passo seguinte – mesmo que parcialmente – precisa ser seguro, acolhedor e produtivo.

Não é exagero dizer, inclusive, que depois de trabalhar em casa, a régua das pessoas quanto à avaliação do ambiente de trabalho subiu consideravelmente em todos os aspectos, aumentando a pressão sobre gestores e decisores. Mas vai além: o dilema central enfrentado pelo mundo é que não há consenso sobre quase nada em relação à Covid-19. Assim, o que se considera hoje como melhores práticas de prevenção ao vírus ainda precisam ser testadas nas empresas. E o resultado é incerto. O que hoje é considerado ideal pode se transformar em obsoleto rapidamente, tornando todo o investimento em mobiliário um desperdício de dinheiro e insatisfação por parte dos times.

Ok, o cenário é complexo. A boa notícia é que existe, sim, uma luz no fim do túnel. E o primeiro passo para alcançá-la tem a ver com planejamento e bom senso na tomada de decisões. Aqui vai um bom exemplo: será que é hora de comprar mobiliário, empoçando capital em passivos, num momento de escassez financeira e transição? A resposta é não! Mas, antes de explicar o porquê, vamos conhecer com mais profundidade o cenário que se impõe.

Mad Men, The Office, Billions. O que vem agora?

Essas três séries de sucesso têm um fator comum: todas se desenvolvem no ambiente profissional. Mad Men reproduz uma agência de publicidade dos anos 1960, The Office retrata as impropriedades cometidas por um chefe egocêntrico nos anos 1990, e Billions mostra um escritório de investimentos hightech dos dias atuais (isso antes da pandemia, é claro!). É muito interessante observar as mudanças no conceito de mobiliário entre as décadas retratadas e como elas refletem o seu tempo. A questão que se coloca hoje é: qual será a nova tendência corporativa para esse novo normal? Há várias pistas e algumas verdades.

Verdade um. O home office intermitente veio para ficar

Pesquisas da ISE Business School afirmam que 80% dos gestores que adotaram o home office aprovaram o novo modelo de trabalho e têm avançado exponencialmente o processo de digitalização de seus colaboradores. Já algumas empresas, como o grupo francês PSA, que no Brasil produz carros das marcas Peugeot e Citröen, deve adotar o home office para 100% dos colaboradores de áreas administrativas em toda a América Latina. O Twitter foi mais radical. Aqueles que optarem pelo modelo remoto poderão adotá-lo por tempo indeterminado.

O mais comum, no entanto, parece ser a retomada gradativa ao ambiente de trabalho, além da adoção de home office em alguns dias da semana. Como dissemos no artigo anterior, uma pesquisa realizada pela FGV prevê 30% de crescimento na adoção do home office, mesmo depois da contenção da doença. Diante desse cenário, as empresas terão de conceber um projeto de mobiliário adaptável a esse novo fluxo.

Verdade dois. As pessoas sentem falta do contato presencial

Eis aqui uma aparente contradição. Se as pessoas aprovaram o home office e foram altamente produtivas ao adotá-lo, por que voltar aos escritórios? Segundo artigo publicado pela Steelcase, empresa líder global em soluções de arquitetura corporativa, a retomada simboliza “a simples alegria do café com os colegas de trabalho. O esboço de ideias em quadros brancos, post-its e displays digitais em espaços confortáveis ​​para reuniões”. Finalmente, “a energia coletiva e a vibração de um espaço cheio de pessoas unidas em um propósito comum”.

Essa ideia parece ser compartilhada pelos brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Ticket, marca de benefícios de refeição e alimentação, que entrevistou sete mil profissionais, aponta que a maior queixa dos entrevistados é quanto ao distanciamento dos colegas. Assim, a volta ao escritório, mesmo que de modo intermitente, é esperada por muitos.

Agora, as empresas estão desvendando a equação que resolve o falso dilema: é possível unir o melhor dos dois mundos – remoto e presencial – desde que o ambiente esteja preparado para isso. Algo que nos leva à terceira verdade.

Verdade três. Enquanto não houver vacina para a Covid-19, o distanciamento social e o uso de máscaras serão obrigatórios

Pois é. Se há um consenso quanto à doença, é que sem vacina não nos livraremos dela tão cedo. Assim, o papel das empresas é projetar seus ambientes para dar segurança sanitária às pessoas sem isolá-las, de modo que, mesmo no trabalho, não interajam com seus colegas. E como fazer isso? Segundo a Steelcase, três fatores são fundamentais: distanciamento físico, padrões de circulação e contexto espacial. Veja o exemplo dado pela empresa.

Sala de reunião antes do coronavírus

Capacidade: 10 pessoas

Contexto espacial: paredes fixas e entradas em um espaço fechado

Sala de reunião pós-coronavírus

Capacidade: 6 pessoas

Contexto espacial: remoção de assentos, acessórios de organização e armários coletivos. As cadeiras ficam afastadas, pelo menos dois metros de diâmetro umas das outras, e um padrão de circulação unidirecional para entrada e saída deve ser adotado.

Esse é apenas um exemplo. Ambientes como os cafés devem ser repensados, bem como as mesas de trabalho, áreas sociais, de alimentação, recepções e até entradas e saídas. Em resumo, os locais devem reduzir a densidade de pessoas e aumentar os espaços. 

Mas isso não significa que os escritórios devam ficar com cara de hospital. Longe disso! O desafio será manter o ambiente descontraído, mas com total segurança. Segundo uma reportagem publicada no jornal A Gazeta, a ideia é que os espaços de uso comum se transformem por completo. Sofás devem dar lugar a poltronas, as áreas externas serão mais valorizadas e a vegetação será bem-vinda para trazer sensação de acolhimento às pessoas. Aliás, na visão do arquiteto Sérgio Athié, presidente e sócio-fundador do escritório de arquitetura Athié Wohnrath, os móveis “com cara de casa” estão ganhando força no ambiente profissional, aumentando o senso de humanização herdada da prática de home office.

Outro aspecto fundamental será a tecnologia. A adoção de leitura facial para o acionamento de elevadores e portas, monitoramento de temperatura por meio de sensores e dispositivos que indicam quando alguém está próximo demais são medidas que vêm sendo adotadas ou consideradas por diversas empresas no mundo, que enxergam nessas medidas profiláticas a possibilidade de um novo recomeço. Só o tempo dirá se esse será, de fato, o novo normal.

Conclusão

Agora, voltemos à questão inicial. Se diante de todas as incertezas e investimentos que precisarão ocorrer para as necessárias adaptações nas empresas, fica claro que este não é o momento certo para comprar mobiliário. Nesse cenário, o que fazer? Nós podemos ajudar. Há mais de vinte anos, quando a ideia de mobilidade era pouco conhecida no Brasil, a John Richard já oferecia a seus clientes o conceito de mobiliário como serviço. Trabalhando para entregar as soluções que cada empresa precisa em qualquer contexto, desenvolvemos e entregamos projetos de mobiliário como serviço pelo tempo que for necessário. Assim, você estará sempre pronto para o novo normal, seja ele qual for. Confira aqui tudo o que temos a oferecer e agende um bate-papo para tornarmos o seu projeto de retomada uma realidade de sucesso.

Last modified: 30 de julho de 2020

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