Novos Comportamentos e Novas Necessidades, com Flavio Tavares

John?! Lives

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Foi contando histórias inspiradoras, como a de Dona Maria, que Flavio Tavares, founder do Welcome Tomorrow, esteve no “E aí, John?!” na quinta-feira, 03/09. Os “Novos Comportamentos e Novas Necessidades” foram recheados de reflexões, afinal, o que nos trouxe até o que estamos vivendo? Confira um resumo aqui.

Precisamos saber elaborar perguntas 

Em um mundo que busca incansavelmente por respostas, segundo Flavio Tavares, precisamos primeiro saber elaborar as indagações. “As perguntas não estão sendo bem feitas e essa transição do mundo que estamos vivendo comprova isso, precisamos aprender, urgentemente, a fazer perguntas, questionar mais a nossa visão de mundo, trazer mais porquês dentro da nossa história e caminhada”, disse. 

Um dos motivos para essa visão está sob a análise de uma frase que ele trouxe durante o encontro virtual: o que nos une é muito mais forte do que nos separa. “Nas redes sociais, muitas pessoas tem convicção disso ou daquilo e sabemos que o momento não pede isso. Então, por que não nos conectamos mais com o que nos une do que com o que nos separa? A pandemia chegou e trouxe muitas pessoas literalmente para a realidade”. 

Para ele, esse momento trouxe elementos que não estavam na pauta de muitas pessoas, o olhar para dentro de você. “Terceiros estavam sendo donos do nosso próprio tempo, mas, agora que eu não podíamos sair de casa, houve uma reflexão maior sobre o seu lar, o seu interior. O que faz sentido para você?”, disse. 

Porém, para ele, o que estamos vendo são academias lotadas como se não houvesse amanhã, todo mundo querendo fazer tudo ao mesmo tempo, justamento o que não nos dava tempo e liberdade para nos permitir refletir. 

O que todo mundo quer é flexibilidade e individualidade

O home office foi o modelo de trabalho remoto adotado por muitas empresas. Já falamos várias vezes sobre isso e você pode conferir um artigo sobre o tema. Para Flavio, essa fase foi muito difícil para os chefes, aqueles que acham que possuem controle sobre os seus colaboradores. “Diversas empresas obrigavam o funcionário a ficar com a câmera aberta, davam 15 minutos para a pessoa ir no banheiro, dentro da sua própria casa, achando que quando temos controle, temos produtividade”, declarou. 

Para ele, o ponto chave que todas as empresas devem lidar com tudo isso é a flexibilidade e a individualidade. “As empresas precisaram parar de olhar os colaboradores como um coletivo e parar de definir uma regra única como se aplicasse a todos. Os benefícios não são iguais para todo mundo. Por exemplo, o Pet Day não vai agradar a todos porque não é todo mundo que gosta de cachorro. Tem pessoas que estão felizes em trabalhar de casa e pessoas que querem voltar pro escritório, mas, querem algo flexível como horário de chegada”, disse. 

Retomada de quê? 

Novo normal, retomada, voltar a vida normal… Esses são alguns termos que foram inseridos no nosso dia a dia, mas que merecem uma análise mais profunda. Para o founder da Welcome Tomorrow, o que está por vir, nesse caso, é o que vai acontecer no próximo segundo. “Construímos uma coisa triste que é o ‘ser família’, ‘ser trabalho’, ‘ser funcionário’ e este momento nos trouxe que somos o que realmente somos. É bonita a percepção, mas a mensagem final é que o passado é o que vivemos a um segundo atrás e o futuro, é um segundo à frente. Temos que viver o presente e com certeza isso vai nos tornar mais autênticos”. 

Pode parecer muito simples apenas dizer isso, mas, como realmente colocar isso em prática? “Temos que parar de procrastinar, um dia eu faço isso, outro eu faço aquilo, você vai dando desculpas. Temos que perceber o tempo que perdemos fazendo isso! Hoje estamos cheio de futuristas, eu estou preocupado com o que farei depois desse nosso bate-papo”, relatou. 

O encontro foi encerrado com uma grande reflexão sobre propósito. “Esse mundo que está por vir será como um quebra-cabeça, o mundo não traz os propósitos, são eles que são descobertos ao longo do processo de descobrirmos quem realmente somos. Quando chegamos nesse patamar, acabamos nos tornando criadores de propósitos, pois nos aproximamos de pessoas que tem escolhas semelhante com as nossas e criamos uma inércia, movimentando essa pessoa”, relatou. 

Assista o bate-papo na íntegra! 

Last modified: 10 de setembro de 2020

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