Pesquisa Mobility Brasil 2018: mudanças no mercado de mobilidade.

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No início do mês, aconteceu a apresentação da Pesquisa Mobility Brasil 2018, em São Paulo. Realizado anualmente pela Global Line, o estudo dedica-se ao entendimento do cenário nacional do segmento, sendo referência para empresas de todos os portes e um registro histórico da área no País. A John Richard, que sempre acompanha o mercado com atenção, participou do evento e compartilha aqui os principais destaques da pesquisa, que entrevistou mais de 180 empresas e 350 expatriados.

Pesquisa Mobility Brasil 2018: mudanças no perfil das famílias.

Como acontece todos os anos, a pesquisa abordou um tema especial, além dos parâmetros gerais de mobilidade. A edição 2018 focou na evolução da família transferida. Segundo o estudo, 74% das empresas relataram que tiveram mudanças no perfil da família expatriada. Entre os pontos levantados, estão: casais do mesmo sexo, casais informais, idosos, filhos adultos e pets. Há também a questão da carreira dupla e o fator geracional dos millenials, que têm demandas comportamentais diferentes da família normativa – pai, mãe e filhos menores.

Especificamente sobre o dado acima, vale contextualizar a fala do painelista, Fellipe Cardoso (Zurich), sobre o entendimento do conceito mudança das famílias. Ao lado de Luana Flores (Thoughtworks), Fellipe pontuou que estas famílias sempre existiram. A mudança está na relevância e na percepção das necessidades de cada caso, em alinhamento ao crescimento das discussões sobre diversidade e inclusão.

Ainda sobre o tema especial de 2018, as mudanças no perfil familiar impactaram a área de diversas formas:

  • 30% das empresas declaram que isso influenciou novos comportamentos;
  • 50% das empresas mudaram políticas;
  • 25% das empresas treinaram as equipes;
  • 26% passaram a oferecer novos serviços.
Pesquisa Mobility Brasil 2018: satisfação dos transferidos.

O estudo 2018 também trouxe o índice de satisfação dos expatriados através da metodologia de pesquisa NPS (a pesquisa na íntegra traz detalhes sobre o método). Na média geral, o índice foi de 19%, que é um score que indica a necessidade de melhorias. Quando separados em grupos, os entrevistados revelam diferenças quanto à satisfação. Para os transferidos sem família, a satisfação atingiu 33%, já para aqueles com família, ficou em 14%. No detalhamento dos motivos da insatisfação, os resultados destaque foram:

  • 37% por falta de oportunidades de carreira após a transferência.
  • 33% por falta de clareza nas informações recebidas antes da transferência.
  • 30% pela falta de flexibilidade da empresa em atender necessidades específicas.

Os temas mais debatidos entre os participantes do evento foram a clareza nas informações e o atendimento às necessidades, que vão ao encontro da humanização da mobilidade. Os profissionais presentes foram unânimes na importância de, cada vez mais, usar as políticas de expatriação como base para todos e avançar a tratativa de caso a caso, considerando as especificidades e as necessidades dos transferidos.

Para conferir mais detalhes do estudo, leia a Pesquisa Mobility Brasil 2018 na íntegra.

 

Last modified: 28 de fevereiro de 2019

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